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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Os Bons Tempos Voltaram



A BB40-9W #1159 com o trem J na PN de Vespasiano MG aguardando licença para partir rumo a Costa Lacerda, em Santa Bárbara MG.





A DDM45 832 e a BB40-9W 1159 passando com o trem J pelo Km 623 em Vespasiano seguindo para o pátio de Costa Lacerda, em Santa Bárbara, MG.







Os trens da Vale estão de volta ao sertão após um ano afastadas da região.
Desde o início da crise financeira internacional que abalou o mundo em 2009, a Vale passou a cobrar aluguel de suas locomotivas cedidas à FCA para tração dos trens de grãos, sendo que o ponto de intercâmbio de vagões na rota do sertão ficou estabelecido na estação de Capitão Eduardo, em Santa Luzia MG. A FCA, então, alocou as GT26CU-2 na região acima de Capitão Eduardo, fazendo a tração de todos os trens pesados na região. Mas os excessivo problemas apresentados pelas velhas GT26 na tração de trens pesados, aliados ao grande número de vagões de soja que se acumulavam diariamente no apertado pátio de Capitão Eduardo, fizeram com a FCA e Vale decidissem por retomada dos trens "direto". Esses trens saem completos do pátio de Wilson Lobato para Vitória ES. Com isso, as locomotivas Dash 9 e DDM45 voltaram a visitar a região do sertão. Hoje o cargueiro J (soja) estava sendo liderado pela DDM45 #832 e a BB40-9W #1159, ambas tracionando de ré rumo a Costa Lacerda, onde serão viradas no girador de locomotivas, ou serão substituídas por outras, que levarão o trem até o porto de Tubarão, em Vitória ES.

domingo, 25 de abril de 2010

O TRISTE FIM DE UMA GUERREIRA


Abandonada à própria sorte no distante pátio ferroviário de Batista Frazão, em Iraí de Minas, a DDM45 4292, ex EFVM 802, está sendo destruída sem que a FCA e a Vale tomem a iniciativa de levá-la para um local seguro. Ela foi encostada naquele pátio depois que sofreu um incêndio no compartimento do motor. Não se sabe a razão que fez a empresa decidir pela remoção do motor naquela distante localidade e deixar para trás a locomotiva. Depois que a FCA fechou a estação de Batista Frazão, a locomotiva virou alvo de vândalos e cobiçadores de material de sucata. Informações colhidas na região atestam peças delas foram encontradas em ferros-velho na distante cidade de Araguari, MG e que teriam sido vendidas por funcionários da própria FCA.
Se a situação dessa locomotiva é uma tristeza para nós, para a FCA e Vale se traduz em descaso para com sua própria história, já que a DDM45 simbolizou a entrada da EFVM na modernidade da tração diesel de grande capacidade.
A 4292 deveria ser levada para as oficinas da Vale em Tubarão para ser reformada e pintada nas cores originais da EFVM. Em seguida, deveria ser enviada ao museu ferroviário de Pedro Nolasco, onde teria um fim digno da guerreira que foi durante todos esses anos, ajudando a Vale a chegar onde chegou.